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Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas

Em coerência com os compromissos resultantes dos desenvolvimentos do Processo de Bolonha e na sequência do que tem vindo a ser implementado na licenciatura em Medicina da FCS, o em Ciências Farmacêuticas propõe um conjunto de acções inovadoras em organização, em métodos e em conteúdos. Na UBI, bem como no plano do ensino superior na sua globalidade, tem-se vindo de facto a preconizar uma importante mudança nos paradigmas de formação, centrando-a na globalidade da actividade e nas competências que os jovens devem adquirir, e projectando-a para várias etapas da vida do futuro licenciado, em necessária ligação com a evolução do conhecimento e dos interesses individuais e colectivos. São especialmente considerados:

- O reconhecimento da necessária adaptação do processo de aprendizagem aos conceitos e perspectivas da sociedade moderna e aos meios tecnológicos disponíveis
– A percepção da necessidade de tornar o ensino superior mais atractivo e mais próximo dos interesses da sociedade, permitindo aos jovens uma escolha que lhes traga maior satisfação pessoal e maior capacidade competitiva no mercado europeu

A criação da licenciatura em Ciências Farmacêuticas na Universidade da Beira Interior contempla uma nova organização de unidades curriculares, devidamente ponderada e vocacionada para o estudo e desenvolvimento das temáticas actuais neste domínio. O farmacêutico é hoje um profissional socialmente reconhecido pelo seu desempenho de proximidade com o doente, sendo de imediata identificação as suas atribuições ao nível da farmácia de oficina, serviços farmacêuticos hospitalares ou em análises clínicas. A formação de banda larga desta licenciatura é condição determinante para que o exercício profissional se prolongue por diversas áreas, nomeadamente na investigação e desenvolvimento, na produção e controlo de qualidade de alimentos, de matérias-primas e de medicamentos, nas análises químico-biológicas e microbiológicas, em ensaios clínicos e farmacovigilância, em farmacogenética, nos registos e regulamentação farmacêutica, no marketing e distribuição farmacêutica, na prevenção de risco em Saúde Pública e na identificação e quantificação de drogas de abuso, entre outros.

Como sugere a Ordem dos Farmacêuticos no “Guia para Acreditação de Licenciaturas”, com carácter de recomendação, e tida em conta no presente plano de formação (…) “a aquisição de conhecimentos, capacidades e atitudes pelo futuro farmacêutico deverá basear-se num modelo de aprendizagem integrado com vista a habilitá-lo ao exercício do acto farmacêutico em todas as suas vertentes. Deve promover-se o contacto com o doente e com a profissão o mais precocemente possível em ambiente real de trabalho, dirigido para a prestação de actos, cuidados farmacêuticos e serviços de saúde”. É importante também nesta formação criar uma dinâmica contínua e interactiva ensino-investigação-profissão, que passa também por uma interacção profissionais-professores-estudantes, e que leve a uma mútua influência baseada na observação contínua, diagnóstica e prognóstica que permita em tempo real o ajustamento estratégico dos caminhos a seguir.

Do exposto, o licenciado em Ciências Farmacêuticas encontra como possíveis sedes de aplicação dos seus conhecimentos, entre tantos outros:

- Farmácia de Oficina
– Hospitais Públicos e Privados
– Centros de Saúde
– Laboratórios de Análises Químico-Biológicas
– Clínicas de Saúde e Veterinárias
– Indústria Farmacêutica
– Unidades de Distribuição Farmacêutica
– Direcção Geral da Saúde
– INFARMED
– Ensino
– Investigação Científica

> Plano Curricular